alice shintani, 1971
são paulo, brazil. lives and works in sao paulo.

I have been working from an expanded idea of painting to imagine forms of approaching to the emancipated other and to reflect on the possibilities of aesthetic experience today: where, whom and how we can share it in order to dislocate something. Defending the idea that such experience exists beyond the established art system, I have been transiting between different contexts – from art gallery to the warehouse of neighbourhood market, from the home kitchen to the sidewalk of a public square – interested in diminishing the distances and meanings between poetic and political gestures.



Granddaughter of Japanese immigrants and graduated in computer engineering by 1993, I worked on some early projects of internet deployment in Brazil during a period in which everything had to be invented from scratch. By my thirties, I witnessed a once experimental and fresh laboratory of ideas reduced to a standardized, corporative and competitive IT business environment. I quit that situation by early 2000s and started a slow migration into arts.

The first decade was about self-education and introduction into contemporary art circuit. There were playful years, but I started to realize I was just turning into a sort of “asset”, a part of a gearing not so focused on issues that were critical to me, such as: how to deal with social equality through artistic practice if contemporary art in Brazil is geared toward economic and intellectual elites? On the other hand, how to sustain a rigorous poetic practice and not to fall easily into sort of militant and/or literal art discourses? With poor interlocution on this regard, I chose to stop working for the art circuit and went to sell handmade sweets in the streets via daily full time walks, looking for financial support as well as a direct contact with the public at large.

While in the streets, I have learned about the acute and invisible “casts” segmentation in Brazilian society and my default privileged condition as non-black. After two years, in 2016, a violent incident with the military police made me decide to return to the art circuit. I realized the best I can respond to what I have learned so far is through my sensitive practice.


residencies, lectures and workshops

Sweet Home residency program, Hablar en Arte / Curators Network, Madrid.

Delfina Foundation residency program (Autumn season), London.
Lecture and studio-visits for Valand Academy, Gotenborg.
Art Matters: Contemporary Art Practices in Post-migrant Societies workshop series, Robert Bosh Foundation, Berlin.
Tupinabentô. Experimental cooking sarau at Casateliê, Sao Paulo.
Tuiuiú. Intervention project with Coletivo Sem Título s.d. + Brazilian Association of Binding and Restoration + Dom Jose Gaspar public square + Mario de Andrade library, Sao Paulo.

2013 – 2016
Óia Brigadeiro! Street-vending of handmade sweets, Sao Paulo.

2013 – 2015
Percursos ao Leste. Autonomous research on Sao Paulo eastern peripheral neighborhood. Cidade Tiradentes, Jardim Romano and Itaquera, Sao Paulo.

2003 – 2006
Festival de Inverno da Serrinha (winter residencies), Bragança Paulista.

1993 – 2002
Mountaineering traverses in Brazil, Andes, Alps, Dolomites, Hight Tatras and Indian Himalaya.

1993 – 2002
Internet deployment projects, Sao Paulo and Rio de Janeiro.


solo exhibitions

Menas. Galeria Marcelo Guarnieri, São Paulo.

O Cru e o Cozido. Galeria Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto.

Hanafuda. Mercedes Viegas Arte Contemporânea, Rio de Janeiro.

Bakemono. Casa Triângulo, São Paulo.

Sinopse. Mercedes Viegas Arte Contemporânea, Rio de Janeiro.

Éter. Galeria Virgilio, São Paulo.

Éter. Galeria Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto.
Dominó. Faculdade de Medicina USP-Ribeirão Preto, Ribeirão Preto.

Quimera. Galeria Virgílio, São Paulo.
Estações. Centro Cultural São Paulo.
Aproximações. Paço das Artes, São Paulo.


group exhibitions

Sweet Home Residents. Hablar en Arte / Matadero, Madrid.
. Galeria Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto.

Delfina Presents: Autumn Residents 2017. Delfina Foundation, London.
Shadows and Monsters. Gasworks / Studio 7, London.
OSSO – Exposição-apelo ao amplo direito de defesa de Rafael Braga. Instituto Tomie Ohtake, Sao Paulo.

Olhar InComum. Museu Oscar Niemeyer, Curitiba.

65º Salão Paranaense. MAC Paraná, Curitiba.
Survival Adaptations. Aggregate Space Gallery, Oakland.
Órbita. Galeria Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto.
Momento Contemporâneo. Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto.

UTROPIC. Centrum Sztuki Wspólczesnej, Poznán.
Novas Aquisições. II Prêmio Itamaraty de Arte Contemporânea. Palácio do Itamaraty, Brasília.

Acervo. Galeria Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto.
Artes e Ofícios 1 – Para Todos, Liceu de Artes e Ofícios, São Paulo.
Coletiva 12. Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro.
Técnicas de Desaparecimento. Guantanamo.
Além da Forma. Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto.
Labirinto Particular. Museu de Arte de Santa Catarina, Florianopolis.

O Colecionador de Sonhos. Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto.
Coletiva 11. Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro.

Edições. Casa Triângulo, São Paulo.
Visumix Satyrianas. Praça Roosevelt, São Paulo.
Em Obras. Passagem Literária da Consolação, São Paulo.

63o Salão Paranaense. Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba.
Rumos Artes Visuais – Trilhas do Desejo. Paço Imperial, Rio de Janeiro.
Rumos Artes Visuais – Um Lugar A Partir Daqui. ECCO, Brasília.
Rumos Artes Visuais – Trilhas do Desejo. Instituto Itaú Cultural, São Paulo.
Nova Arte Nova. Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo.

Estado de Exceção. Paco das Artes, Sao Paulo.
Nova Arte Nova. Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.
BR 2008. Galeria Virgílio, São Paulo.
Coletiva. Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro.
Abraços na Arte: Brasil-Japão. Museu Rodin, Salvador.
Happy Hour. Ateliê D-3, São Paulo.
Arte Brasileira Contemporânea. Galeria Murilo Castro.
Oriente, Ocidente. Centro Cultural Sao Paulo.
33o Salão de Ribeirão Preto Nacional Contemporâneo. Ribeirão Preto.
12o Salão Paulista de Arte Contemporanea. Casa das Rosas, Sao Paulo.
Arte Brasil-Japão. MAC-USP, Sao Paulo.
Salão Unama de Pequenos Formatos. Galeria Graçaa Landeira, Belem.
36o Salão de Arte Contemporanea de Santo André.
Traçados Modernos e Contemporâneos. Galeria Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto.

Conjunção | Conexão. Galeria Marcelo Guarnieri, Ribeirao Preto.
Olho Sobre Tela. Mapa das Artes | Casa da Xiclet, Sao Paulo.

9o Salão Nacional Victor Meirelles. Museu da Arte de Santa Catarina, Florianopolis.
25o Arte Pará. Fundacao Romulo Maiorana, Belem.
VIII Bienal Nacional do Recôncavo. Centro Cultural Dannemann, São Felix.
10a Bienal Nacional de Santos.
6o Salão de Arte do Amapá. SESC Amapá, Macapá.

30o Salao de Arte Contemporanea de Ribeirao Preto, Museu de Arte de Ribeirao Preto.
37o Salao de Arte Contemporanea de Piracicaba.
33o Salao Bunkyo de Arte Contemporanea, Associacao Cultural Nipo-Brasileira.

VII Bienal Nacional do Reconcavo, Centro Cultural Dannemann, São Felix.
36o Salao de Arte Contemporanea de Piracicaba.
I Salao Aberto Paralelo à 26a Bienal de São Paulo, Casa das Retortas.
São Paulo, Uma Viagem de 450 anos, SESC São Paulo.
Salão Bunkyo Mostra Comemorativa SP 450 anos, Associação Cultural Nipo-Brasileira.

III Salão Bunkyo de Pintura Figurativa, Associação Cultural Nipo-Brasileira.



SP-Arte Fair Residency Prize 2017 / Delfina Foundation, London.

100 Painters of Tomorrow. Thames & Hudson catalogue, London.

Acquisition-prize II Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea. Ministério das Relações Exteriores, Brasília.

Finalist Bolsa Iberê Camargo, edição 2009. Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre.

Acquisition-prize 9o Salão Nacional Victor Meirelles 2006. Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis.

Acquisition-prize VIII Bienal Nacional do Recôncavo. Centro Cultural Dannemann, São Félix.

Acquisition-prize 36o Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba. Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, Piracicaba.

Mention-prize III Salão Bunkyo de Pintura Figurativa. Associação Cultural Nipo-Brasileira, São Paulo.


selected publications

100 Painters of Tomorrow catalogue. Thames and Hudson, London / New York.

Rumos Artes Visuais – Trilhas do Desejo catalogue. Instituto Itau Cultural, Sao Paulo.
Alice Shintani. Lugares Magazine, Fundação Ibere Camargo, Porto Alegre.

Nova Arte Nova catalogue. Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.
Under Angst und Isolation. Gee Magazine (jul-aug edition), Berlin.



Paulo Freire Popular Educators, São Paulo.

Arabic Language and Culture. BibliASPA Centro de Pesquisa, São Paulo.

Paths to the East (gentrifying periphery). Centro de Formação Cultural SESC, São Paulo.
Urban Interventions and Popular Architecture. SESC Pompéia, São Paulo.

History and Language of Cinema, with Inácio Araújo, São Paulo.
Japanese Cinema, with Sérgio Alpendre, São Paulo.
Japanese language. Associação Cultural Nipo-Brasileira de São Paulo.

Drawing and painting, with Dudi Maia Rosa.
Latto sensu courses on art history, art theory and contemporary philosophy with Carlos Fajardo, Peter Pal Pelbart, Thierry de Duve, Vladimir Safatle and others.

Computer engineering, Bsc. University of Campinas.


– Alice Shintani is represented by Galeria Marcelo Guarnieri since 2007.